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Semana 12/52

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Foi uma semana tranquila. O Gabriel anda muito low-profile, dado o desaire da semana passada. Já eu, estou desde dia 8 a fazer uma espécie de reeducação alimentar. Nada de hidratos de carbono (exceção feita à minha adorada papa de aveia matutina). Muito embora não ande esganada de fome, tenho sonhado com torradas barradas com manteiga. Aprendi a gostar de abacate. Prova que o nosso palato se adapta. É uma questão de hábito. A cabeça é que manda e, neste caso, é uma questão de foco. Tenho conseguido mantê-lo. Estas coisas parecem inócuas e tolas comparadas com mais um ataque cobarde e violento que esta semana ocorreu em Londres, num local que percorri com estes pézinhos há tão pouco tempo...é uma tristeza profunda que fica...um sentimento de impotência. As famílias das pessoas que pereceram injustamente estão no meu pensamento e nas minhas orações. Ontem a Diana teve mais um ataque de "ai-ai-ai-não-consigo-tenho-medo". Não, não a obrigámos a saltar de uma ponte, só lhe diss…

Dia do Pai

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No domingo de  manhã o Gabriel teve uma formação de Primeiros Socorros, com os Desbravadores e a Diana foi comigo ver o pai jogar à bola com uns amigos. Não sem antes ter feito uma birra digna do nome, com uma choradeira monumental e tudo e tudo e tudo. Foi arrastada, claro. Depois de lá estar, cinco estrelas, nem parecia a mesma. É mesmo só para me irritar. Deve ser uma prova de amor subliminar qualquer. Do género, se resistires a dar-me uma lambada é porque isto é amor à séria. Ao fim de quase 11 anos ainda não consegui perceber muito bem o esquema das birras.   Mas, ainda assim, (e porque fui generosa o suficiente para levantar o rabiosque da cama às 8h no único dia que tenho para dormir até mais tarde) tivemos tempo para preparar um pequeno-almoço ao pai. Os meus pais acabaram por ser intimados a almoçar connosco, para alegria dos miúdos, que adoram estar com os avós (e nossa, claro).
É uma benção muito grande termos as pessoas que amamos connosco. ♥

Coisas que a minha filha me diz

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- mãe, sabes...não tenho medo de morrer. - mas não quero que tu morras, porque isso vai ser o fim da minha vida. Quero morrer primeiro.
Larga-me este tipo de bombas no colo, sempre acompanhadas de abraços e beijos. E a pessoa fica assim, de coração pequenino, olhos húmidos e engolindo em seco, sem palavras para dizer.
Quase 11 anos e cheia de inseguranças numas coisas e tantas certezas noutras. Sempre com o coração ao pé da boca, sem receio de falar daqueles assuntos que nós, adultos (e pais), quase nem nos atrevemos a mencionar, quanto mais a discorrer sobre eles, e uma forma desconcertante de (me) amar.
Já eu, filha, só quero que vivas para sempre. ♥

Semana 11/52

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Esta semana demorou a passar... Ando cansada. A precisar de reagir. De arrebitar.  A começar por tratar mais de mim. Obrigar-me a esticar mais os meus limites. Por outro lado, também tenho um filho a entrar a pés juntos na adolescência. Uma caixinha de surpresas. Esta semana foi mais uma. Eu não sou propriamente melga e, portanto, nos dias em que ele está em casa porque não tem aulas, ligo à hora de almoço e depois não ligo mais.  Pois que sua excelência, aparentemente, já por duas vezes (admitidas por ele, mas podem ter sido mais), agarra na sua pessoa e percorre 2.5 Km a pé (com a volta perfaz 5 Km) até à escola que alguns dos seus ex-colegas frequentam para ir dar dois dedos de conversa. Sozinho. Sem dar cavaco a ninguém. Se porventura eu tivesse ligado para casa e ele não me atendesse, teria ficado morta de preocupação. A cena é que eu tenho um pai/avô atento, e ontem acabou por me confidenciar que já tinha havido uma ocasião em que, ao chegar a casa com a Diana, ele não estava …

Semana 10/52

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E atingimos o marco das 10 semanas. 2017 deixou de ser a estrear. Já está bem a uso e esta semana já começámos a usufruir da benção que é sair do trabalho ainda de dia. A Diana esteve adoentada mas, felizmente, parece que foi só um resfriado e a coisa parece mais ou menos debelada. Ainda fiquei com ela de molho em casa, porque afinal, nestas coisas das maleitas, às vezes, só o mimo e o descanso podem fazer milagres.   Têm estado uns dias fabulosos de sol e que bom que é sentir o calorzinho a bater nas costas enquanto se almoça na esplanada.  Comi o primeiro gelado da temporada. Que bem que soube. Desde esse dia que não como um doce. Estou a tentar portar-me mesmo bem. Entretanto houve uma reunião de pais urgente na escola do Gabriel. Parece que o comportamento da turma se tem vindo a agravar, os professores começam a não conseguir ter mão neles, mas o busílis é que os pais dos críticos não aparecem. Há 12 miúdos com faltas disciplinares. No caso do Gabriel, teve negativa a História e…

Aliciamento de menores

Os meus filhos não gostam de ler. PONTO. Tentei de tudo. Dou o exemplo. Mas nada.  Entretanto tive uma ideia luminosa (e cara), mas que acho que vai resultar.  Eles estão a fazer um mealheiro, para irem a um acampamento internacional em 2019. Não têm mesada e recebem dinheiro apenas nos aniversários e Natal. Vai daí, propus que por cada capítulo lido lhes daria 0,50€.  Ontem, depois de jantar, os meus gremlins a ler... Quando chegou a hora do xixi-cama e me disseram, espera só um bocadinho, até fiquei emocionada. Mês riques menines! A ler. 

Just another manic monday

Eu. Sinusite em altas. Garganta a arranhar, nariz tipo torneira, olhinhos lacrimejantes. Miúda. Dores de garganta e de cabeça. Faltou à escola. Tive de me reabastecer na farmácia dos B's todos porque, felizmente, estas maleitas são tão raras que quando volto a precisar de usar os medicamentos já está tudo fora de prazo.  A cereja no topo do bolo é a luta acérrima contra os piolhos. Desta vez acho que também apanhei. Fritei a pipoca! Já não aguento. É o dinheiro que se gasta, a roupa que se lava ininterruptamente à temperatura máxima, repelentes, pentes e o caracinhas e os desgraçados não desaparecem.  E o raio do cabelo da miúda dá-lhe pelo fundo das costas, quase. E ela não quer nem ouvir falar em cortar. E eu tenho tentado respeitar, a sério que sim, mas um dia queima-se-me um fusível e viro ditadora e off with the hair.