Semana 48/52

2 de dezembro de 2016

Novembro acabou. A minha barriga continua a recusar-se a dar-me dias normais. Não consigo comer e o intestino também resolveu fazer greve. Têm sido dias maravilhosos...só que não. Os miúdos estão em semana de testes, tem chovido, o estendal partiu-se, a roupa está acumulada e os dias sucedem-se comigo meio que a arrastar-me como posso.

Ontem foi feriado e eu passeio-o no quentinho da minha casa, pena que sem grande ânimo. Durante todo o dia comi uma canja e bebi uma caneca de chá. Mesmo assim cumpri a tradição de ver as "Mulherzinhas" com a Diana e o ponto alto do dia foi o meu filho oferecer-se para fazer o jantar. Fê-lo com a ajuda das minhas instruções, claro, mas saiu-se muito bem e é bom ver que tem gosto pela cozinha. (ah! e o estendal já foi arranjado graças às habilidades de um amigo do meu marido para soldar coisas. muito gratos!)


Venha o fim-de-semana! Este vai ter sabor especial.

Pensamento do dia

30 de novembro de 2016

"(...) caminhamos sempre na ténue fronteira entre a máxima alegria e a pior tristeza."
Rui Zink

Semana 47/52

28 de novembro de 2016

Isto tem andado atribulado. Mas, feito o balanço, que todas as tribulações sejam estas...
Desta vez foram dores de estômago para todos, só escapou o pai.
Começou na terça-feira, com a Diana, alastrou rapidamente ao Gabriel no dia seguinte e na quinta-feira já eu estava off
Sábado foi dia de retemperar forças e experimentar comer novamente uma refeição cozinhada.
Em casa dos meus pais o ar por esta altura é mesmo frio e húmido, mas em contrapartida tudo está viçoso e verdinho. Adoro ver as pedras cobertas de musgo.
Ontem foi dia de espalhar o natal lá por casa. Foi o primeiro domingo da contagem decrescente para o advento. Também fiz pão de Nutella. Não experimentem! 😏 {receitinha da Francielle}

Essa cena de se ser crescido num mundo apressado

24 de novembro de 2016

Hoje, num mundo ideal, acordavam à hora que o vosso corpo quisesse. Fazia um chá de erva-príncipe para o Gabriel e uma torrada, porque lhe dói a barriga. Ficavam de pijama o dia todo, enquanto viam desenhos animados ou dormiam no sofá enrolados numa manta. 
Hoje, num mundo ideal, não tinha de vos mandar para escola, porque afinal de contas não têm febre nem estão a vomitar. Mas, num mundo ideal, podemos parar, fazer um bocadinho de ronha, apenas porque não nos sentimos bem.
Hoje, num mundo ideal, eu faltava ao trabalho sem culpas, só para vos dar mimo.
A realidade foi bem o oposto. 
A realidade foi dizer-vos que a mãe não pode faltar à mínima coisa, porque depois quando for preciso mesmo a sério já tenho muitas faltas. A realidade foi dizer-vos que, às vezes, mesmo quando não nos sentimos muito bem, temos de fazer um esforço e ir à luta. A realidade foi uma porcaria. Às vezes ser adulto é isto.

Assim vai a vida

23 de novembro de 2016

Estou a chá e torradas. Dores de estômago não muito fortes, mas chatas. Vim trabalhar na mesma.
Miúda está igual, mas acresce em dores de cabeça. Ficou em casa.
Miúdo acordou de noite, assarapantado, igualmente queixoso e meio sonâmbulo. Tomou um ben-u-ron, mas seguiu para a escola de manhã.  
O que virá para aí? Em semana de testes não davam jeito estas maleitas.

Pensamento do dia

22 de novembro de 2016

“. . . eu deixá-lo-ia ir, um dedo de cada vez, até que, sem ele se aperceber, estaria a flutuar sem mim. E depois pensei, talvez ser pai e mãe signifique isto mesmo - ensinar os nossos filhos a viver sem nós.”
Nicole Krauss

Do fim-de-semana

21 de novembro de 2016


Um dia de sol e outro de chuva. Foi assim o fim-de-semana.
Na sexta-feira perdi-me. Ter uma loja destas mesmo ao lado da porta do escritório, não ajuda. 🎄😀
No domingo fizemos vista grossa à chuva e aproveitamos o facto de os miúdos terem uma festa de aniversário para ir beber algo quentinho à praia. Chovia a potes, mas soube mesmo bem o ambiente acolhedor do bar de praia, a música ambiente, o mar na retaguarda e as gotas de chuva na janela. 
Ao jantar, antecipamos a comida tradicional de natal, um dos pratos preferidos cá de casa e foi sofá e mantinha até chegar a hora de ir dormir.
(também vivi um dos meus piores momentos enquanto mãe mas, sinceramente, não me apetece esmiuçar o assunto. Não porque não quero expôr os meus defeitos, mas porque há coisas que não vale a pena deixar para a posteridade. Pedi desculpa. Fui perdoada. Os pais e as mães também erram. Mas reconhecem o mal que fazem/dizem. Pelo menos comigo funciona assim. Estamos continuamente a aprender coisas boas e a despirmo-nos das más que já percebemos que não contribuem para o nosso bem, nem para o bem dos outros.)

Semana 46/52

18 de novembro de 2016

2016 aproxima-se vertiginosamente do fim.
Eu já ando a pensar em prendas de Natal 🎄(só para os miúdos) e decorações festivas.
O frio virá por aí em força depois do fim-de-semana, dizem os senhores da meteorologia. 
Aproveitei, por isso, os magníficos pores-do-sol com que fui agraciada estes dias.

Também comi este pedacinho de mau caminho em forma de chocolate belga...nunca a designação bombom foi tão bem empregue. {anna's cookies}

Castanhas, chuva, sol, bolinho

14 de novembro de 2016

O fim-de-semana deu para retemperar forças. Sabe tão bem sair mais cedo à sexta-feira...comi umas castanhas assadas a caminho do comboio que me souberam pela vida. Lisboa estava muito pardacenta e cheguei a ter um bocadinho de frio (coisa ímpar neste Outono tão suave).
Comprei rosas amarelas e cortei o cabelo.
No domingo limpei a janela do meu quarto (é incrível a quantidade de humidade que se acumula na calha e nas borrachinhas) e finalmente pendurei a minha bandeirola do Atelier da Tufi (mesmo sem cortinados).
E já ao fim do dia fiz um bolinho. O meu primeiro bundt cake. Não tinha frutos secos, mas ficou bom na mesma.
O único disclaimer vai para a minha sinusite, que resolveu dar um ar da sua graça e me deixou entupida, aos espirros, de lenço na mão e com uma dor de cabeça daquelas. Primeira coisa que fiz hoje? Ir à farmácia comprar os meus comprimidinhos milagrosos. A noite foi para esquecer...

Semana 45/52

11 de novembro de 2016

Foi uma semana chata. No mundo e aqui na minha bolha. Super stressante e tumultuosa. 
Há alturas em que os filhos despertam o pior que há em nós, acumulado com o cansaço do trabalho e a saturação da repetição. Luto contra mim mesma, para chegar ao dia em que consiga dominar as minhas reações e gerir as frustrações de forma serena. Vou de fleumática a colérica em 2.5 segundos. 
E nisto das equações familiares, há dias em que gerir as diferentes perspetivas de cada um em relação às responsabilidades e deveres parentais é do caraças e não é bonito. E chorei. Não chorava há muito tempo. Não choro por tudo e por nada. Mas às vezes é catártico. Triste, mas catártico. Deixar ruir as fortalezas, permitimo-nos ser frágeis, aceitar os defeitos, as derrotas. Respirar fundo e começar de novo.
Entretanto, fora da bolha, o Trump foi eleito Presidente dos EUA e hoje morreu o Leonard Cohen. Caramba! Só vejo a imagem de uma máquina de escrever, naquele momento em que damos um safanão na dita, ouvimos o plim e mudamos de parágrafo...pode ser?
Proudly designed by | MLEKOSHI PLAYGROUND |