O prometido é devido

20 de novembro de 2017

Há coisa de uma semana, prometi aos meus amigos do Instagram que colocava aqui a receita deste prato vegetariano que todos adoram aqui em casa, e que eu vou fazer para o jantar do Dia de Ação de Graças.
Como todos os pratos de forno (que eu adoro!) não requer muito trabalho.
Excepto a pré-preparação da soja.
Para este prato uso a soja em nacos (também há granulada, mais fininha). Costumo comprar a da Salutem, mas esta da área viva do Continente também é boa. Há várias marcas.
Eu faço tudo a olho e quando tenho de partilhar uma receita é um problema, mas aqui vai.

Ingredientes:
2 canecas de soja 
batatas cortadas aos cubos (adequadas ao número de pessoas)
1 cenoura grande cortada aos cubos
3 tiras de pimento vermelho
3 tiras de pimento verde
1 cebola
2 ou 3 dentes de alho picado
brócolos q.b. (a parte da flor)
coentros picados

Como fazer:

Coloquem água a ferver. Depois deitem por cima da soja até ficar toda coberta. Deixem hidratar durante 10 minutos.
Cortem as batatas e as cenouras em cubos. Cortem as flores dos brócolos e partam-nas em pequenos pedaços. Reservar.
Cubram o fundo do tabuleiro com 1 cebola grande cortada em rodelas e o alho picado. Cubram de azeite e disponham as tiras dos pimentos.
Deitem nas batatas e nas cenouras uma colher de sopa de colorau, salpiquem com sal grosso a gosto e mexam com as mãos.
Passem a soja por água fria corrente e espremam todo o líquido muito bem. 
Numa taça, cobrir a soja já espremida com uma colher de sopa de molho de soja e vinho tinto q.b. e deixem absorver a cor. Envolvam um pouco, se necessário.
Deitem tudo no tabuleiro: as batatas, as cenouras, os brócolos e a soja (vinho incluído). Polvilhem generosamente com coentros.
Por fim, adicionem um pouco mais de vinho a 3 ou 4 colheres de sopa de polpa de tomate, acrescentem umas gotinhas de picante (é facultativo, mas eu gosto) e mexam.
Deitem sobre o tabuleiro e voltem a salpicar com colorau para que as batatas possam ficar mais tostadinhas nas extremidades.

Levar ao forno a 180º durante 30 ou 40 minutos, depende do vosso forno. De vez em quando vão mexendo para que a parte de cima não fique demasiado seca, sobretudo porque os brócolos são mais sensíveis ao calor e deixem assar até perceberem que as batatas já estão ok.
Depois, é servir com uma boa salada e saborear.
Espero que gostem, se resolverem experimentar.


Semana 46/52

20 de novembro de 2017

Estamos na contagem decrescente para o Natal...para o fim do ano.
A semana foi igual a tantas outras, sem dramas nem sobressaltos (e ainda bem).
O sol está invicto no seu posto, nuvens nem vê-las. Frio, temos de manhã e ao fim da tarde. A verdade é que está a ser um Novembro muito doce e suave, mas a natureza está a ressentir-se e quem pagará, no fim das contas, a fatura, seremos nós. Ontem fomos ajudar os tios e os avós a apanhar azeitona e a tia dizia que nunca tinha andado na apanha com tanto calor. 
Ir à aldeia enche a nossa memória olfativa de aromas que trazemos connosco para a cidade e que são uma delícia só. Coisas simples, como o cozido da avó, o cheiro dos eucaliptos, as tangerinas apanhadas da árvore e descascadas em andamento e que impregnam tudo à sua volta com aquele aroma cítrico intenso, ou a lenha a crepitar na lareira ao fim do dia.
Vou ser sincera. Os miúdos não ficaram agradados com a ideia de irmos na noite anterior à viagem, porque tinham coisas planeadas e tiveram de faltar (e eu até louvo o espírito de compromisso). Mas dias não são dias e tenho a certeza que no final do dia, o saldo foi bom. Participaram naquele ritual de bater com os paus na oliveira para fazer cair a maior quantidade de azeitonas possível. Ajudaram a recolher o pano. Separaram as azeitonas dos galhos e das ramagens maiores e ajudaram a encher as sacas para enviar para o lagar. O trabalho de ontem vai transformar-se em azeite. E isso não se aprende sentado na sala de aula. Aprende-se no contacto com a mãe natureza, arregaçando as mangas, sentindo o esforço de tirar da terra aquilo que ela nos dá. E o sentimento bom que fica depois do trabalho feito.


A pessoa está naquela altura do mês

17 de novembro de 2017

A pessoa enfardou dois donuts ao pequeno-almoço.
A pessoa depois queixa-se.

Vocês não perguntaram, mas eu respondo

15 de novembro de 2017

É do conhecimento geral que sou uma chorona inveterada.
Mas os filmes em que mais chorei na vida?
Estes:

Mais um ano em que se cumpre a tradição

15 de novembro de 2017

{pijamas de Natal da vertbaudet} ♥

p.s. desculpa, filho. prometo que é só mais este ano.

Pequenos apontamentos domésticos

13 de novembro de 2017

Pai tenta a todo o custo (muito mais do que eu, confesso) obrigá-los a comer laranja (e fruta no geral).
Se não controlamos a ingestão de fruta deles, das duas uma, ou não comem ou a coisa varia entre a banana e a maçã. Ora que isso não está ok.
Num desses fins de almoço maravilhosos o pai disse hoje-é-laranja-e-não-quero-refilices e o Gabriel, faz aquela cara de quem vai a um velório, porém  respira fundo, come e cala e ainda lança a farpa à irmã (nunca perde a oportunidade) come-isso-e-pronto-pá-não-sejas-bebé. A Diana, drama queen, já no auge da lamúria, com várias lágrimas de crocodilo a quererem rolar bochecha abaixo diz ao pai:
- não tenho a culpa que o espermatozóide que escolheste para mim não gostasse de laranja!
Concluímos portanto que ela é a vítima das fracas capacidades de escolha do pai quanto a espermatozóides (tanto espermatozóide amante de laranja...como é que ele foi capaz!). Apanhada nessa rede do destino reprodutivo, sem ter por onde fugir. Encurralada nessa tortura dos citrinos sem ter feito nada para o merecer.
Entretanto o pai saiu de casa para ir beber café e ela, com aquele olhar do gato das botas do Shreck, implora-me, sussurrando (porque sabe que eu sou mole nestas coisas):
- mãe, vá lá, o pai agora não está aqui, só me falta um quadradinho. Come tu!
Muito embora rindo por dentro, mantive-me firme (e quem conhece a peça sabe que ela implorou 3425 vezes, só para me extenuar) e disse-lhe que tinha de ser ela a comer.

Semana 45/52

13 de novembro de 2017

Esta foi a semana de ressaca. A semana para digerir tudo o que os olhos viram e o coração sentiu. Aquela semana agridoce. O tempo já refrescou um pouquinho em terras lusitanas. A chuva continua a ser um desejo por realizar e espero que não venha de rompante para estragar este solo, já tão fustigado. 
 Mas já abrimos a época da manta pelas pernas e da pantufa. Dos pratos de forno e do bolinho ao domingo à tarde. As manhãs e as noites já são de Outono à séria. 
 Que o Novembro seja doce e acolhedor e que o tempo passe devagar. Gosto tanto deste dias até ao Natal que é uma pena quando passa a correr.
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